Criação e Organização

 

DA MATA (Inhumas, GO, Brasil. 1987) vive e trabalha entre o Brasil e Portugal. É artista e istoriador da arte da performance, membro fundador da Cia. Excessos e da eRevista Performatus, e organizador e diretor da Mostra Performatus. Atualmente, é mestrando em Artes Plásticas com percurso em Escultura na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto em Portugal. Também, nessa mesma faculdade, fez uma especialização em Práticas Artísticas Contemporâneas e, na Faculdade de Letras dessa mesma universidade, licenciou-se em História da Arte.

Participou das coletivas nacionais e internacionais: Enredos para um Corpo (Centro Cultural da Justiça Federal, Rio de Janeiro, RJ, Brasil, 2018); O Teu Corpo é Luta (Arte Londrina 5, Casa de Cultura da Universidade Estadual de Londrina, Londrina, PR, Brasil, 2017); XVIII Bienal Internacional de Arte de Cerveira: “Olhar o passado para construir o futuro” (Vila Nova de Cerveira, Portugal, 2015); Maria de Todos Nós: 50 anos de Maria Bethânia (Paço Imperial, Rio de Janeiro, RJ, Brasil, 2015); Múltiplas Perspectivas e não menos Contradições e Sonhos (I Bienal da Maia: Lugares de Viagem, Maia, Portugal, 2015); (Tra)vestir um Fa(c)to (Espaço MIRA, Porto, Portugal, 2015); Vitrine de Projetos: Ensaios sobre a Fronteira (Fundação Memorial da América Latina, São Paulo, SP, Brasil, 2014); Dzień Światła 2012 (Galeria Otwarta, Wrocław, Polônia, 2012); entre outras.

Em 2018, suas obras Eu Gisberta e El Minotauro #3 integraram permanentemente o acervo do Museu de Arte Contemporânea de Niterói (Niterói, RJ, Brasil). Já em 2014, sua obra As Veias Ainda Abertas da América Latina integrou permanentemente o acervo da Fundação Memorial da América Latina (São Paulo, SP, Brasil) e, também nesse ano, com a obra El Minotauro #2, ganhou em terceiro lugar dentro da categoria PHOTOGRAPHY no 2014 EMERGING EROTIC ARTIST CONTEST da Tom of Finland Foundation (Los Angeles, Estados Unidos).

Participou das residências artísticas do Fjúk Arts Centre (Húsavík, Islândia, 2015/16) e da Casa do Sol – Instituto Hilda Hilst (Campinas, SP, Brasil, 2014).

Em 2017, com Tales Frey, fez curadoria da MOSTRA PERFORMATUS #2 no Sesc Santos na cidade de Santos (SP, Brasil). Nesse mesmo ano, novamente com Tales Frey, fez curadoria das exposições Macumba Visual, de Ana Seixas, e O que o Corpo Abriga, de Renan Marcondes, e, em 2015, da exposição ÁguaAr, de Suzana Queiroga – todas essas exposições realizadas no Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura (CAAA) na cidade de Guimarães em Portugal e financiadas pelo Governo de Portugal – Secretário de Estado da Cultura e DGArtes – Direção Geral das Artes. Também, em 2015, com Tales Frey, da exposição Trabalha-dores do Cu no Espaço de Intervenção Cultural Maus Hábitos da cidade do Porto em Portugal e, já em 2014, realizou e fez curadoria da MOSTRA PERFORMATUS #1 na Central Galeria de Arte em São Paulo (SP, Brasil). Também, nesse mesmo ano, com Tales Frey, fez curadoria da exposição Priscilla Davanzo: Lugares da Escrita no CAAA em Guimarães, Portugal. E, em 2013, novamente com Tales Frey, fez curadoria da exposição Beija-me na Estação Cultura em Catanduva (SP, Brasil).

Organizou, com Tales Frey, a autobiografia Quinze Anos de Minha Vida, de Loïe Fuller; com Tales Frey, a catalogação Evocações da Arte Performática (2010-2013); com Tales Frey e Suianni Macedo, o livro Cia. Excessos: Entre Arquivo e Práticas Contemporâneas; e, por fim, organizou e traduziu, com Suianni Macedo, o livro Henri de Gissey de Paris: Desenhista Ordinário dos Divertimentos e dos Balés do Rei (1608 – 1675), de Anatole de Montaiglon.

Os principais cursos de formação contínua nacionais e internacionais que praticou são: Laboratory Karawanasun (com Rena Mirecka no Instytut im.Jerzego Grotowskiego em Brzezinka, Polônia); Au Cœur du Son (com Jarosław Fret, Aleksandra Kotecka, Tomasz Wierzbowski, Jean-François Favreau e outros membros do Teatr ZAR na Arta Cartoucherie em Paris, França); Practical workshops of The Workcenter of Jerzy Grotowski and Thomas Richards (com Mario Biagini e Thomas Richards na Fondazione Pontedera Teatro e no Workcenter of Jerzy Grotowski and Thomas Richards em Pontedera, Itália); Odin Week (com Eugenio Barba e Odin Teatret em Holstebro, Dinamarca); La Esencia del Actor a través del Movimento y La voz (com Yoshi Oïda no Estudio Dramático em Valência, Espanha); entre outros.

 

 

TALES FREY (Catanduva, SP, Brasil. 1982) vive e trabalha entre o Brasil e Portugal. Artista transdisciplinar, realiza obras amparadas tanto pelas artes visuais como cênicas. Atualmente, integra o programa de pós-doutorado do Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Minho, instituição para a qual foi convidado para integrar como Investigador Sênior no Grupo de Investigação em Estudos Performativos (GIEP).

Em 2016, concluiu um doutorado em Estudos Teatrais e Performativos pela Universidade de Coimbra, onde desenvolveu a tese-projeto (Practice-led ResearchPerformance e Ritualização: Moda e Religiosidade em Registros Corporais. Fez Mestrado em Estudos Artísticos com especialização em Teoria e Crítica da Arte pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e uma especialização em Práticas Artísticas Contemporâneas pela mesma instituição. Tem graduação em Artes Cênicas com habilitação em Direção Teatral pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, instituição onde manteve vínculo para cursar Indumentária pela Escola de Belas Artes.

Alguns de seus trabalhos integram permanentemente acervos públicos e privados, dentre eles, o do Museu Serralves e o do Museu Bienal de Cerveira em Portugal; o do Instituto Municipal de Arte y Cultura de Puebla no México; o da Pinacoteca João Nasser, o do Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC Niterói) e o do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP) no Brasil.

Recebeu o Prêmio Aquisição Câmara de Vila Nova de Cerveira na XIX Bienal Internacional de Arte de Cerveira em 2017; Menção Honrosa na II Bienal Internacional de Arte Gaia em 2017; prêmio de Artista Revelação no Salão Contemporâneo do 18º Salão de Artes Plásticas de Catanduva em 2014; e o prêmio de melhor figurinista no Aldeia FIT 2006 em São José do Rio Preto.

Ao vivo, dentre os principais lugares, apresentou-se nos seguintes contextos: Performance Platform Lublin na Galeria Labirynt na Polônia; Rapid Pulse International Performance Art Festival na Defibrillator Gallery em Chicago; Athens Museum Of Queer Arts (AMOQA) em Atenas; ATMO em Berlim; SESC Tijuca no Rio de Janeiro; Teatro Municipal Rivoli na cidade do Porto; Casa França-Brasil no Rio de Janeiro; Festival MIRADA no SESC Santos; Espaço DARC em Londres; XX Queer Lisboa; Projeto Mix Dança no SESC Palladium; Presença Permeável na Praça das Artes/Fundação Theatro Municipal de São Paulo; Teatro Académico de Gil Vicente em Coimbra; Circo Voador no Rio de Janeiro; Funarte em São Paulo; Caixa Cultural no Rio de Janeiro; entre outros.

Junto da Cia. Excessos, vale realçar as seguintes exposições individuais realizadas: Enredos para um Corpo no Centro Cultural da Justiça Federal no Rio de Janeiro sob curadoria de Raphael Fonseca; To be Privy na Corner Window Gallery em Auckland na Nova Zelândia com curadoria de Rob Garret; A Ilha na galeria Sput&Nik The Window na cidade do Porto com curadoria de Susana Rodrigues; Sob (Ul)trajes e Gozos no Museu Júlio Dinis – Uma Casa Ovarense em Ovar sob a curadoria de Suianni Macedo; (Tra)vestir um Fa(c)to no Espaço MIRA na cidade do Porto sob a curadoria de José Maia.

Dentre as exposições coletivas, festivais e demais eventos que participou, destacam-se: XX Bienal Internacional de Cerveira para a qual foi convidado; XIX Bienal Internacional de Arte de Cerveira; II Bienal Internacional de Arte Gaia; tpa Exchange na Galleria Moitre em Turim; I Bienal da Maia: Lugares de Viagem; Kuala Lumpur 7th Triennial – BarricadeThe Biennial 6th Bangkok Experimental Film Festival (BEFF6); The Kichen em Nova York no lançamento do Emergency Index Vol.1; entre outros.

Com Da Mata, realizou as seguintes curadorias que aqui são ressaltadas: Mostra Performatus #2 no SESC Santos em 2017; Mostra Performatus #1 na Central Galeria de Arte em São Paulo em 2014; ÁguaAr de Suzana Queiroga no Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura (CAAA) em Guimarães em 2015; Trabalha-Dores do CU no Espaço de Intervenção Cultural Maus Hábitos na cidade do Porto em 2015; entre outras.

Como docente, lecionou no módulo Expressão Corporal no curso técnico de Arte Dramática no SENAC Catanduva; ministrou cursos em diversas unidades do SESC no estado de SP (Centro de Pesquisa e Formação – CPF; SESC 24 de Maio; SESC Bauru; SESC Rio Preto; SESC Campinas; SESC Piracicaba; SESC Sorocaba; SESC Santos; entre outras); ministrou na Faculdade de Letras da Universidade do Porto; e em diversas instituições.

Foi selecionado para as seguintes residências artísticas: galeria Zsenne em Bruxelas (Bélgica, 2018), MIRA Artes Performativas no Porto (Portugal, 2017) e Fjúk Arts Centre em Húsavík (Islândia, 2015/2016). Convidado pelo NEC – Núcleo de Experimentação Coreográfica para integrar o programa de residência artística 6X6, ocorrido no Mosteiro de São Bento da Vitória na cidade do Porto em Portugal.

É membro fundador da revista eletrônica Performatus e da Cia. Excessos. Autor do livro Discursos críticos através da poética visual de Márcia X. e organizador, com Da Mata, da publicação Evocações da Arte Performática (2010-2013) e do livro Quinze Anos de Minha Vida, de Loïe Fuller, entre outros.